O Pico, segunda maior ilha do Arquipélago dos Açores, está localizada a oeste de Portugal Continental, aqui, encontra-se a o ponto culminante do território português, o pico do Pico com 2351 metros de altitude. A ilha tem 447 km2 de superficie, 42 km de comprimento e 15,2 km de largura máxima.
A sua descoberta não é conhecida, no entanto, o seu povoamento iniciou-se por volta de 1480 com portugueses vindo do norte de Portugal Continental no concelho das Lajes do Pico.A Ilha do Pico tem 3 concelhos: São Roque do Pico, Madalena do Pico e Lajes do Pico. O primeiro concelho a ser povoado é as Lajes, à qual se segue a de São Roque, em 1542. Em 1723 a Madalena é elevada a vila. Habitada apenas por 20 000 pessoas, torna esta ilha única no seu habitat, nomeadamente nas suas grutas, lagoas, portos marítimos e piscinas naturais. A subida à montanha é a maior de todas as atracções. Lá do cimo avistam-se as ilhas de São Jorge, Graciosa, Terceira, Flores e Corvo.
Desde de cedo a ilha do Pico afirmou-se como importante local de comércio derivado ao seu porto que faz a ligação com Faial e por onde se realizava o comércio com o exterior. Também como produtor de vinho, visto ser local de residência dos proprietários dos imensos vinhedos da zona, já então produtora de vinho.As suas terras foram lavradas e exploradas e onde outrora se encontravam biscoitos e mata, encontramos agora, transformada pelo ardo trabalho dos seus habitantes, em pomares e vinhedo, donde vem o verdelho do Pico que durante mais de duas centenas de anos, atingiu fama internacional, sendo apreciado em vários países como é o caso da Inglaterra, América e Rússia.Em meados do séc. XIX, a ilha do Pico é atacada e são destruídas as vinhas. A recuperação é lenta e faz-se à base de novos bacelos.Não menos importante temos a presença dos baleeiros americanos nas águas dos Açores nos finais do séc. XVIII, que acabaram por introduzir um novo pólo de actividade na ilha, que ainda hoje pode ser recordado no Museu dos Baleeiros.O Pico é hoje, uma ilha de visita obrigatória para todos os que gostam da natureza.
O seu primeiro capitão donatário foi Álvaro de Ornelas, que não chegou a tomar posse efectiva da ilha, pelo que veio a ser incorporada na capitania do Faial. .Inicialmente voltada para a cultura do trigo e um pouco para a exploração do pastel, planta tintureira exportada para a Flandres, por influência da vizinha ilha do Faial, em breve a população dedica-se também à cultura da vinha e à pesca. Segue-se um largo período praticamente à margem da história, interrompido no séc. XVIII por importantes erupções vulcânicas.Confirmando a sua importância económica como porto de ligação com o Faial, por onde se realiza o comércio com o exterior, e também como local de residência dos proprietários dos imensos vinhedos da zona, já então produtora de vinho. A custa de árduo labor os campos de lava transformam-se em pomares e vinhedos. O verdelho do Pico tem, durante mais de duas centenas de anos, fama internacional, sendo apreciado em vários países, nomeadamente na Inglaterra. Américas e Rússia, onde chegava à mesa dos czares. O ataque do oídio, em meados do séc. XIX, destrói as vinhas. A recuperação é lenta e faz-se à base de novas castas.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
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